sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Projeto de Toy










Uma das coisas que faço aqui no estúdio que acho mais legal, é pegar um desenho bidimensional simples e transformá-lo numa peça 3D com detalhes, volume e vida.

Adoro criar todo o processo, e o cliente também acompanhou todas as fases através de fotos que eu fui enviando durante o projeto.

A peça foi criada com Super Sculpey, pintada com aerógrafo e com o acabamento em pincel.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Um belo briefing - Cliff Burton






Trabalhei um tempo em agência de Publicidade. Foi pouco tempo, o suficiente para ficar a par do secular confronto entre a Criação (apelidados de ''criativos'') e o pessoal do atendimento. Essa briga diária está presente em toda agência, e inevitavelmente é responsável por algumas discussões bem sérias e inúmeras piadas (principalmente internas).

O problema sempre é a troca de informações. O atendimento ao passar as informações aos ''criativos'' as vezes não a passam da maneira correta. Pode faltar certo detalhe importante, ou trazer algum outro trocado, pode ter achado que sacou o que o cliente queria, quando na verdade, sua sensibilidade o trapaceou, passando aos criativos uma visão totalmente distorcida do que o cliente realmente imagina para a campanha.

Mesmo quem está de fora consegue imaginar o tamanho do problema quando a tríade Cliente - Atendimento - Criação não se entendem como deveriam.

Enfim, essa divagação toda veio em mente, pois esse último projeto que peguei, me lembrou os tempos de agência. Justamente por ter recebido um briefing tão completo do que deveria ser feito, a peça saiu como o cliente queria. Ou nas palavras da mesma ''melhor do eu imaginava''.

Eu não conhecia o Cliff Burton e sua trágica história, e tão pouco seu modo de se vestir, postura, acessórios, e tudo mais. Tudo isso foi me passado detalhadamente pela Atendimento/cliente (ela ia presentear o namorado, e ele não sabia) e toda essa atenção que ela deu ao projeto e as informações foi o que deixou a peça com tanta vida.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Boneco entregue!

Finalmente eu consegui dar a peça para o Crumb, foi na terça feira passada, dia 10 de agosto, lá na Livraria da Vila. Quero agradecer a Isabelle Faustini e seu pai que se sensibilizaram pela situação e me deram toda a letra de como eu conseguiria chegar até ele. Além de realizar um ótimo meio de campo.

Não posso deixar de mencionar o Gonçalo da revistra Trip e o Rogério da editora Conrad, o responsável pela entrega.

Obrigado a todos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Crumb na Flip



Conheci o quadrinista Robert Crumb meio tarde, foi em 2003 no filmaço ''O Anti Herói Americano'', que conta a vida de Harvey Pekar, e sua amizade com o excêntrico desenhista. Saindo do cinema, fui atrás de seus gibis, me apaixonei por seu trabalho e assim peguei gosto pela criação mais underground e subversiva nos quadrinhos.

Gostei muito do Crumb por alguns motivos. Por ele ter encabeçado um movimento cultural praticamente sozinho, por seu traço (que mudou muito durante os anos), sua ironia e predisposição natural para ser ácido e subversivo. Acabei comprando os gibis que a Editora Conrad lançou aqui no Brasil, e estou sempre relendo seus trabalhos.

Quando li que ele participaria da Flip desse ano, eu prontamente agilizei meu convite e estadia. E já que estaria tão próximo, pensei em entregar alguma peça diretamente para ele.

Demorei um bom tempo pensando em qual peça criar. Tentei lembrar de suas estórias, do documentário ''Crumb'', o que poderia agradá-lo? Acho que os clássicos Fritz the cat, Mr. Natural e outros personagens dos anos 60, ficaram para trás. São estórias de 40 anos que eu acredito que ele nem queira mais falar sobre isso. Pensei em fazer ele e o Harvey Pekar, só que o Harvey acabou de morrer, não sei como ele reagiu a isso. Finalmente cheguei a mais óbvia das idéias: uma mulher. Gigante, desproporcional, bunduda, e tudo que remete as suas obsessões sexuais. Disso ele ainda gosta, pensei.

Fiz a peça montando um mosaico de vários desenhos diferentes dessas Pin Ups gigantes. Fiz um fundo, coloquei na cúpula e levei para Paraty.

Cheguei na Flip e me impressionei com o número de pessoas nas ruas e a demora nos restaurantes. Passei a tarde passeando, e me informei com a organização do evento como eu poderia entregar em mãos minha peça. Recebi um balde de água fria. Ele ia acabar a palestra e imediatamente ir para outra tenda onde seria distribuidos autógrafos. Apenas 50, com senha dada durante a palestra. Ou seja, ou voce via a palestra, ou ficava numa fila gigante e torcia para pegar uma senha. Com tudo pago, e realmente querendo ver o que ele tinha a dizer, optei em ver a palestra.

Voltei para a pousada, e cheguei na frente da tenda com 30 minutos de antecedência. Fiquei chocado com a imensa fila que havia se formado. ''Esse pessoal todo está aqui para ver o Crumb?'', é o que não saia da minha cabeça. Deu o horário e os portões se abriram, a multidão entrou entusiasmada. Peguei um lugar lá no fundo, fiquei impressionado com o tamanho do local. 900 pessoas estavam sentadas para ver o quadrinista.

10 minutos depois, entrou Crumb, Gilbert Shelton e Sergio Davilla que faria a mediação da conversa. Ele entrou meio curvado, chapéu e terno preto, visivelmente desconfortável. Sentou na cadeira do meio, deu de ombros e suspirou. Aquilo seria uma tortura para ele.

Enquanto Sergio fazia as apresentações, Crumb colocava a mão na testa para conseguir ver quantas pessoas estavam na platéia. Ele não parava de fazer isso, o que já gerou alguns risos da multidão. Quando chegou sua vez de falar, ele já disse: ''o que voces estão fazendo aqui? Se voces gostam do meu trabalho, ótimo, mas eu sou chato e velho''. Gargalhadas.

Os fotógrafos estavam há dois metros de distância, metralhando seus flashes contra o quadrinista. ''Isso é muito desconfortável. Todas essas pessoas e esse fotógrafos''. A primeira pergunta: é verdade que voce veio para cá obrigado pela sua mulher? ''Sim, eu não sou muito de viajar''. Dali já deu para sentir o climão.

Não que tenha sido chato a próxima hora de conversa, pelo contrário, foi incrível ver de perto que aquilo tudo que ele já disse em suas estórias, entrevistas e documentário era extremamente real. Toda sua excentricidade, timidez e desconforto frente ao público estava ali. Sem maquiagem ou edição.

As perguntas foram meio óbvias, e de nada me acresentou. O mais divertido foi observar seus maneirismos, postura e como tudo isso é captado com extrema precisão em seus auto retratos. O mediador pergunta: me fale um pouco da criação do livro ''Genesis''. ''O que voce quer saber?''. Ele responde num tom meio tímido. Quando perguntado sobre suas obsessões sexuais, ele disse que não se reconhece mais naqueles desenhos, estava velho. ''Quem foi o lunático que desenhou isso?'' ele brinca. Talvez a peça que eu pensava em entregar, não teria mais o efeito que eu imaginava.

Nem preciso dizer que Gilbert Shelton ficou meio apagado. O engraçado é que ele estava muito afim de falar, respondia tudo com clareza e muita simpatia. Mas as perguntas não chegavam. A coisa piorou muito quando a mulher do Crumb, a também quadrinista Aline Kominsky, foi convidada a subir no palco. Aí ele praticamente não falou mais nada, só deu ela falando do trabalho dela, e das estórias que eles faziam juntos. Achei desnecessário e uma perda de tempo.

Deu uma hora exata de conversa e Sergio Davilla finalizou. Crumb disse ''acabou??'', e já levantou na hora, não agradeceu, não deu tchau, nada. Colocou os braços nos ombros de Aline e saiu pela coxia.

Na outra tenda, a multidão já se empoleirava para ganhar um autógrafo. Curto o trabalho do cara, mas não sou um fanático desesperado (que inclusive ele detesta). Perdi completamente a vontade de entregar a peça. Eu teria que enfrentar uma verdadeira epopéia, além de notar que ele estava deslocado e desconfortável durante toda a palestra, ele só queria acabar logo com aquilo tudo.

O mais próximo que cheguei dele foi quando as perguntas da platéia foram lidas (apenas duas) e uma delas foi a minha. ''Depois de tantos anos de trabalho e sucesso, existe algo para ser criado?'' Sua resposta: ''não...''.

Fiquei tranquilo em trazer a Pin Up de volta para casa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O estúdio na revista Zupi







A Zupi é referência para todos que trabalham com arte. A cada trimestre, a revista lança suas edições sempre apresentando o que existe de mais interessante em ilustração, design, fotografia, tatuagem, pintura, escultura. Qualquer manifestação artística de vanguarda, autoral e de qualidade.

Tive a honra de ser convidado para mostrar meu trabalho ao público nessa edição de Agosto, e o resultado é a matéria acima.

Nem preciso dizer que estampar meu trabalho nas criteriosas páginas dessa revista, é motivo de satisfação e muito orgulho.

Espero agradar a alta expectativa dos leitores.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Os Cabeçudos








Essa nova série nasceu aqui no estúdio para ser uma linha de produtos mais comercial, porém sem perder a classe e o estilo. Nasceu da necessidade que eu vejo de explorar mais as possibilidades que a Toy art oferece, sempre com personalidade e um diferencial.

Os Cabeçudos estreiam com 4 personagens emblemáticos: 007 do Sean Connery, Tarantino, Corleone e Rocky Balboa. Quem me conhece sabe que sou grande fã de cinema, e grande parte das minhas referências vem dai. Por isso, nada mais justo que começar uma série tão especial com um tema que me sinto tão em casa.

Claro que a idéia é que Os Cabeçudos tenham mais uma porção de personagens. Músicos, personagens de série, de HQ, quem sabe até desenho ou esportes? A lista de possibilidades é enorme, e estou aberto para receber sugestões. Quem faria parte dessa coleção? Respeitando a premissa inicial: personagens que tenham classe, estilo e façam parte do universo pop.

É uma série legal de colecionar e muito boa para presentear. As peças estão a venda na minha loja virtual. É simples de navegar, pagar e receber.

Reserve o seu Cabeçudo e aguarde novos lançamentos!

Obs: Mais fotos no meu site.
Obs2: As bases são ''customizadas''. Dois modelos diferentes para cada personagem.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Workshop do estúdio no Pixel Show internacional 2010




Organizado pela Zupi, o Pixel Show, maior evento de criatividade do Brasil e o quinto do mundo, vai rolar mais uma vez esse ano, nos dias 16 e 17 de outubro de 2010. A expectativa para esse ano é atrair mais de 10 mil pessoas.

Direcionado aos criativos da área de Design, Ilustração, Arte Urbana, Moda, Fotografia, Artes Visuais, estudantes e interessados no efervescente universo das artes, a edição de 2010 vem cheia de novidades e atrações especiais, com palestras confirmadas de Bobby Chiu e Kei Acedera a dupla que imaginou o universo lúdico do filme Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton; Jason Manley, o presidente da megaprodutora de cinema e games Massive Black; Dan Goldman, ilustrador e quadrinista norte-americano colaborador dos maiores veículos de comunicação do mundo, como Time e New York Times, além dos artistas brasileiros Indio San, um dos maiores designers gráficos do país, Dimitre, designer especializado em movimento e Cisma, diretor de filmes e animação. Outros quatro nomes ainda serão confirmados em breve.

Tive a felicidade de ser convidado para dar um workshop nesse ano de 2010. Ainda não sei ao certo qual dos dias eu estarei lá, mas já é certeza da presença do estúdio. Grande desafio pela frente! Tempo limitado para ensinar um pouco da Toy art para o pessoal interessado nessa arte.

Agilizem seus convites que o Pixel Show desse ano que está forrado de atrações bacanas, e caso voce queira participar do meu workshop, fique ligado pois são poucas vagas.

Nos vemos lá.

Uma homenagem especial: peças para a agência Rock



A agência de comunicação Rock, entrou em contato com o estúdio para fazer uma homenagem aos três sócios, responsáveis pelo sucesso da agência.

O briefing era para montar uma cúpula com os 3, um ao lado do outro. Como todo o conceito da Rock está intimamante ligado ao universo musical, mais precisamente o Rock'roll, sugeri uma guitarra, caixa de som, baquetas e uma arte no fundo que remeta a esse conceito.

Como são em três sócios, a encomenda foi um pouco mais complicada, mas não inviável, tive que reproduzir 3 peças iguais, (afinal cada um iria ganhar a sua peça) total de 9 bonecos. Claro que eles não ficam iguais, são versões parecidas da mesma pessoa.

Mais um exemplo de homenagear de uma forma 100% customizada e diferenciada.

OBS: Essa peça mede 27 cm de altura X 29 de comprimento e 15 cm de profundidade.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Trabalhar com o cliente - o Chapeleiro Maluco


Recebi esse pedido: Chapeleiro Maluco. Já esperava uma encomeda desse gênero devido o frenesi do filme. O interessante é que a cliente me mandou uma foto de um boneco que já é comercializado por uma grande empresa para eu usar de referência para modelar a roupa dele.

Ou seja, ela sabia que era vendido o boneco, porém, optou pelo projeto personalizado. Perguntei se teria problema em criar um Chapeleiro sem me preocupar muito se a cara ia ficar igual da do Johnny Depp. Uma criação livre, porém baseada no filme. Ela curtiu a idéia.

Gostei muito de produzir essa peça. A cliente tinha um bom prazo, e assim pude criar com calma, usei tecido em alguns pedaços da peça (no chapéu por exemplo), e mandei fotos do processo da modelagem para a cliente participar. Dado momento por exemplo, ela pediu para deixá-lo com a expressão mais perigosa, e não tão dócil como nos cartazes dos filmes. Observação feita e corrigida.

Bacana produzir junto com o cliente, e perceber que existem pessoas que optam pelo trabalho exclusivo, entendem e valorizam um trabalho único.

domingo, 11 de abril de 2010

Peça exclusiva do Geddy Lee



Dias atrás recebi uma encomenda diferente, uma cliente ia presentear seu marido com uma peça exclusiva do Geddy Lee vocalista e baixista do Rush. O cara é totalmente fã, e já tem tudo da banda, difícil surpreendê-lo quando se trata de Rush. Pedido interessante. Até fazer a busca por imagens na net, eu não fazia a menor idéia de como era a cara daquela voz tão particular.

Quando me deparei com as primeiras imagens, me deu um certo um alívio, já que o sujeito já nasceu com cara de boneco. Sabia que ia render uma peça interessante.

Fui produzir e para entrar no clima Rush decidi ouvir um pouco dessa banda tão importante, que eu pouco conhecia. Ouvi algumas canções além das clássicas e achei muito bom. Algumas músicas foram ouvidas ''n'' vezes, e ditaram o ritmo da produção: Fly by night, Limelight, Spirit of the radio, Working Man .

PS: Essa é daquelas encomendas que eu posso dizer que é 100% exclusiva, já que varri a internet atrás de um boneco do Mr. Lee, e aparentemente essa peça ainda não foi produzida.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Primeira leva de Chuqs esgotada




Após um mês no mercado, a primeira remessa de Toys do Chuqs Nóia está esgotada. Devido ao sucesso nas vendas, já entramos na correria para produzir e colocar a segunda edição disponível ao público na próxima semana.

E também já estamos pensando com o pessoal do Mundo Canibal qual será o próximo personagem maluco que irá entrar para a produção em larga escala do estúdio.

Aguardem!

Uma nova parceria


Quando ainda estava planejando me dedicar profissionalmente ao estúdio, eu listei uma série de possíveis parcerias. A lista é bem ampla, tem de tudo. Estou sempre de olho em oportunidades que possam gerar algo positivo para o estúdio. Porém essa proposta que eu recebi não estava nos planos e mostrou-se ser algo muito diferente e interessante.

A Immaginare é responsável por realizar as mais diferentes experiências com o público. Ou como eles mesmos resumem ''O Guia de Experiências Immaginare é a mais nova forma de realizar os sonhos que até hoje pareciam ser impossíveis. Representa o que há de melhor, mais exclusivo, emocionante, inusitado. Passear de balão, fazer um curso de strip-tease, voar de helicóptero, aprender dotes culinários com um chef famoso, pilotar um carro de Fórmula 1 ou até mesmo voar em um caça MIG Russo, são somente alguns exemplos das mais de 400 experiências que podem ser encontradas no Guia.''

O estúdio virou um desses produtos inusitados e diferentões. Agora se o público da Immaginare quiser ser transformado em um boneco, ou homenagear um amigo. Essa idéia tornou-se viável. É só clicar na opção ''sem sair de casa'', e escolher entre o mini busto ou o boneco inteiro, que o estúdio apronta para voce.